Mais Médicos: adiado prazo para formados no exterior escolherem Municípios

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

07012019_-_Mais_MedicosO Ministério da Saúde alterou o prazo para que médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior escolham Municípios de atuação pelo programa Mais Médicos. Segundo anúncio feito pela pasta na segunda-feira, 21 de janeiro, os brasileiros com diploma de fora do país devem escolher os locais onde irão trabalhar nos dias 7 e 8 de fevereiro; já os estrangeiros formados fora do Brasil terão os dias 18 e 19.

Existem 1.460 vagas disponíveis, de acordo com último balanço do Ministério da Saúde — cerca de 17% dos 8.517 postos de trabalho abertos na seleção para o Mais Médicos. O programa atende cerca de 63 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, 10.205 médicos brasileiros ou estrangeiros formados no exterior completaram a inscrição de participação no programa. Esses profissionais poderão exercer a medicina no país mesmo sem a revalidação do diploma.

Vale ressaltar que o Programa é a principal estratégia de interiorização e fixação do profissional médico, principalmente nas localidades de extrema pobreza e de vulnerabilidade, e, é resultado do esforço conjunto do governo federal e dos Municípios.

Para tanto, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou alguns pleitos ao Ministério da Saúde, que envolvem:

I – a reposição de 1.800 profissionais que deixaram as equipes ainda em 2018;
II – a expansão do programa para os Municípios que perderam os profissionais das equipes do ESF pela exigência do cumprimento das 40 horas;
III – expansão do programa para os Municípios onde ocorreu migração do profissional médico do ESF para o Mais Médico;
IV – manutenção dos repasses dos incentivos financeiros federais e estaduais no período de reposição dos profissionais das equipes de ESF e Mais Médicos.

Assim, a CNM mantém a expectativa positiva da completude das vagas e que assim todos os locais habilitados para recebimento dos profissionais normalizem atendimentos e tenham restabelecidos eventuais suspensões dos repasses para a Saúde.

Texto: CNM, com informações do G1
Foto: CNM